Domingo, 9 de Maio de 2010

Olá Papá, olá comunidade.

Mais uma vez o 8º volume foi desafiado pela Micaela. Desta vez desafiou cada um dos seus catecúmenos com um texto diferente para cada. O objectivo era que cada um o lesse e posteriormente fizesse algo, ou não, claro. Assim, decidi partilhar o texto e a minha reflexão aqui no mais famoso blogue, no Grita Bem Alto. Aqui vai:

 

O voo do falcão

O rei recebeu como oferta dois pequenos falcões e entregou-os ao mestre da falcoaria para que os domesticasse.
Passados alguns meses, o mestre foi ter com o rei e disse-lhe:
- Majestade, um dos falcões está perfeitamente amestrado. Já voa.
O rei perguntou:
- Apenas um? Que se passa com o outro?
O mestre respondeu:
- Não sei majestade. Não se mexeu do ramo onde o deixei no primeiro dia.
O rei mandou então chamar os curandeiros para que vissem o falcão. Mas estes nem sequer conseguiram fazer com que a ave voasse. Ela continuava no ramo da árvore.
Encarregou a tarefa a membros da corte, a peritos e a sábios, mas igualmente sem resultado. O falcão parecia surdo.
No dia seguinte, o monarca pôde observar da sua janela que a ave, de facto, continuava imóvel, poisada no ramo.
Decidiu então convocar todo o seu povo e disse:
- Quero dizer-vos que oferecerei uma grande recompensa a quem conseguir que este falcão voe.
Retirou-se para o palácio e esperou que alguém conseguisse realizar o seu grande desejo.
Na manhã seguinte, ao passar pelos seus jardins, com grande espanto viu o falcão a voar agilmente. O rei, muito admirado, convocou a corte e ordenou:
- O falcão voa! Trazei-me, por favor, o autor do milagre.
Um membro da sua corte saiu da sala e, passados instantes, apresentou-lhe um modesto camponês. O rei perguntou-lhe:
- Foste tu que conseguiste que o falcão voasse?
Ele respondeu:
- Fui, sim, majestade.
O rei curioso insistiu:
- Como é que fizeste? És porventura um mago?
Timidamente, o camponês disse ao rei:
- Foi fácil, muito fácil. Apenas cortei o ramo e o falcão voou. Nesse momento, deu-se conta que tinha asas e começou a voar.

 

Depois de terminada a leitura deste texto, de imediato me veio à cabeça um poema do meu tão amigo Fernando Pessoa – D. JOÃO, O PRIMEIRO -, da Mensagem. E a ligação que encontro eles os dois é:

Tal como Pessoa diz, D. João I teve a oportunidade ideal para demonstrar aquilo que valia e podia, tal como o falcão, através do corte do ramo, demonstrou o que valia/podia e também se conseguiu descobrir.

Na realidade, por muitos esforços solenes, nobres ou até dourados que façamos, essa descoberta não se revela, porque muitas vezes essa revelação dá-se por uma simples e fácil, mas também muito alta, atitude – Deixar Deus entrar em nós e Transformar.

O falcão necessitou que alguém lhe demonstrasse ou, melhor dizendo, que alguém lhe desse pistas daquilo que ele era capaz de fazer e, quem melhor para fazer isso do que o nosso Pai, o nosso Senhor, o nosso Dono? Ninguém, indubitavelmente.

E que ninguém me venha dizer que não sabe bem sentir que podemos Ser mais, que podemos Querer Ser mais, que podemos Fazer Ser mais, que podemos voar, que podemos descobrir mais e mais. Se assim é, não nos detenhamos – deixemos Deus entrar e desarrumar o nosso tão ilustre lar – o nosso coração, para que tal como o falcão possamos voar na nossa descoberta.

 

Abba, aproveito agora, depois desta minha reflexão, para Te agradecer por nos dares pistas daquilo que somos capazes de fazer e de Ser. Obrigado por nos permitires a nossa descoberta em Ti.

Amo-Te, cada vez mais e mais…

 

Rui Cunha

 



publicado por Micaela Madureira às 22:30 | link do post

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