Sábado, 18 de Maio de 2013

Jesus vive, Ressuscitado por Deus, no meio de nós, faz-Se presente no concreto nos nossos dias.

Viver 50 dias de tempo de Páscoa é celebrar uma descoberta progressiva, em que vamos sendo capazes de ver Jesus como Ressuscitado, como Presente.

A experiência da Ressurreição não se pode separar da experiência da Morte de Jesus. Celebramos Deus a elevar Aquele que foi condenado e Crucificado pelos poderosos do Seu tempo.

Celebramos que Deus não usa as nossas medidas, mas a medida desmedida do Seu Amor.

Celebramos aquilo que não é evidente, que não se vê com os olhos, mas com o Coração.

Quem vê melhor? Aqueles que amam. O Amor chega sempre primeiro.

Por isso, a proposta hoje é vivermos a Experiência Pascal ao lado da mesma mulher que nos acompanhou até ao Sepulcro, na Via Sacra.

Continua a não importar como se chamava, porque podia ser qualquer um de nós, independentemente do género, da nacionalidade, da raça,… Qualquer um de nós, a quem tivessem matado simultaneamente um Amigo, um Líder e a pessoa mais especial que jamais conhecera, mas sentisse no seu coração que a Morte nada podia contra a imensidão daquela Vida. Sim, alguém que fosse intuindo que a última Palavra pertencia a Deus e não tinha sido dita nem na condenação, nem na crucificação, nem na sepultura.

Hoje, queremos fazer a Via Lucis como alguém que começa Desanimado, mas com Desejo de Fidelidade e uma Força inexplicável que vai fazendo VER que o melhor ainda está para vir.

 

O grão de trigo ao morrer

Fará seara ao crescer,

Que o Pai do céu abençoará, abençoará.

O grão de trigo ao morrer

Fará seara a crescer,

E em amor se vai fazer paz.

 

1ª Estação – Mt 28, 1-8 (A Ressurreição)

Quando Jesus morreu, não tivemos quase tempo para O preparar para a sepultura, porque o Sábado estava a chegar.

Neste primeiro dia da semana, foi tempo de irmos ao Sepulcro. De arrastarmos o nosso Desânimo até lá…Só que, apesar dele, o nosso coração sente que Jesus continua vivo, continua aqui connosco… Sentimos que nos chama a voltar a percorrer os caminhos que fizemos com Ele, a fazer Memória do que vimos com Ele desde a Galileia, da forma como nos fomos fazendo irmãos. Sim, sentimo-nos chamados a isso, sem nunca negar a impossibilidade de controlar Jesus. Quantas vezes quisemos que Ele fosse o Messias que sonháramos e quantas vezes se recusou a isso! Porque seria diferente agora?

 

Viverei, viverei

Oh, Senhor, para Te encontrar

Para ver-Te sempre

Adorar-Te sempre

E seguir-Te sempre

Viverei...

 

2ª Estação – Jo 20, 3-8 (Sepulcro Vazio)

Ai, Jesus, não sabemos que Força é esta que nos move, nem sabemos o que nos faz crer que a Morte nada pôde contra Ti, mas  sentimos que estás aqui, que estás entre nós.

O nosso coração diz-nos que a Morte ficou de barriga vazia, porque a Tua Vida foi maior do que ela.

 

O grão de trigo ao morrer

Fará seara ao crescer,

Que o Pai do céu abençoará, abençoará.

O grão de trigo ao morrer

Fará seara a crescer,

E em amor se vai fazer paz.

 

3ª Estação – Jo 20, 11-18 (Vi o Senhor!)

 Se sentimos que estás entre nós, que a Morte foi derrotada, como podemos continuar a chorar?

Sim, vemos-Te connosco, a continuar a chamar o nosso nome da mesma forma que sempre usaste, com o mesmo jeito com que sempre o fizeste.

Sim, Tu estás entre nós!

 

Vinde irmãos e cantai com alegria

Nossa páscoa, a nossa redenção;

Jesus Cristo já venceu a morte,

Ressuscitou, Aleluia.

Ressuscitou, ressuscitou,

Ressuscitou, Aleluia.

 

4ª Estação – Lc 24, 13-27 (No Caminho de Emaús)

Não somos só nós, mulheres, de quem se poderia dizer que estamos ainda toldadas pela emoção, ainda a desejar uma reviravolta imprevista e que nos devolva o nosso Mestre, que vemos que estás entre nós, Jesus.

Também os nossos companheiros, que voltavam desanimados para a sua casa, para Emaús, perceberam que continuas a fazer Caminho connosco, a explicar-nos o que os Profetas anunciaram, a entrar em nossa casa…

 

Pelos caminhos de Emaús

Nós Te encontramos e seguimos Teu olhar

E ao calor da Tua luz

Tu nos envias cada dia a anunciar.

Pelos caminhos de Emaús

Tu nos revelas a certeza da verdade

Nós escutamos a Tua voz

O som da vida, da unidade.

 

Fica connosco que se faz tarde,

Sem Ti não sei viver, a noite vem, Senhor!

Fica connosco que se faz tarde

Nós precisamos do Teu saber

 

 

5ª Estação – Lc 24, 28-35 (A Refeição de Emaús)

Continuas a ser o mesmo! Os nossos irmãos de Emaús perceberam isso!

Quando Te abrimos as portas e Te sentas à nossa Mesa, quando partilhamos o Pão do jeito que nos ensinaste, não dá para negar que estás entre nós.

Quando percebemos isto, não podemos guardá-lo para nós! Foi por isso que os irmãos de Emaús vieram a correr contar-nos.

Sim, agora, já somos mais a dizer que estás Vivo, que estás entre nós.

 

Ao meu silêncio vem Tua voz

E uma profunda paz se vai gerando em nós!

Ao meu silêncio vem Tua voz,

Sem Ti, Senhor, ficamos sós.

Guarda, Senhor, esta união

Que vai crescendo em nós pela força do Teu pão!

Guarda, Senhor, esta união,

Raiz e terra de uma canção.

 

6ª Estação – Lc 24, 36-48 (No Cenáculo)

Quando entras pelas portas fechadas das nossas vidas e dos nossos corações, que medo dá! Sentimos as certezas que tínhamos a desaparecer, sentimos que estás a começar uma história nova connosco, mas, ao mesmo tempo, vamos percebendo que não é deitado fora nem um bocadinho da história que já vivemos. Sim, toda a nossa história conta. A minha história enquanto pessoa, mas também a história do meu Povo.

Tu fazes parte da Revelação de Deus. Como Tu disseste, Tu és imagem fiel do Pai, que é tudo em Ti. Fazes parte da Revelação de Deus que começou tanto tempo antes. És imagem do Deus Libertador de Moisés, do Deus que denuncia e dá motivos à Esperança pela voz dos Profetas, do Deus a quem o nosso coração chama a cantar Salmos, do Deus de Israel, do meu Deus…

Quando percebemos que não deitas fora nada da nossa história pessoal, nem como Povo, mas que a completas, só podemos sentir-nos em Paz, aquela Paz completa que nos dás, aquela Paz que nos faz sentir cheios, completos, preenchidos, plenificados, aquela que no nosso hebraico se diz Shalom.

 

Viverei, viverei

Oh, Senhor, para Te encontrar

Para ver-Te sempre

Adorar-Te sempre

E seguir-Te sempre

Viverei...

 

7ª Estação – Jo 20, 19-23 (O Perdão)

Tu chegas àqueles que Te abandonaram na Tua agonia, na dor inimaginável, no Calvário, desejando a Paz. Tu não guardas rancores pela fraqueza dos Teus, fazes-te Presente entre eles, para os enviares a perdoar em Teu nome.

Que limite pode haver a perdoar em Teu nome, quando Tu perdoas desse jeito?
Quem pode, depois de ser recriado pelo Teu Amor, conseguir recusar-se a perdoar?

 

Dá-me Senhor, um coração feliz;

Infunde-lhe a paz e o perdão;

Faz-me entender o segredo do amor:

“Amai-vos como Eu vos amei”.



publicado por Micaela Madureira às 17:30 | link do post

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