Quinta-feira, 28.03.13

Estação IX – Jesus cai pela terceira vez

 

Ainda agora estava a dizer que o lugar dos filhos de Deus não é no chão, mas a Caminho e eis que o meu Mestre volta a cair.

Sinto-me impotente!

Volto a querer voltar costas, mas não consigo!

 

Estação X – Jesus é despojado das suas vestes

 

Adão, quando percebeu que as suas maldades estavam a nu, tapou-se, escondeu-se de Deus.

Tu, porém, nunca tiveste nada para esconder.

A tua vida foi límpida e visível a todos!

Podem pôr o Teu corpo à mostra, mas não quem és! Esse esteve sempre à vista, para quem quis ver!



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Quarta-feira, 27.03.13

Estação VII – Jesus cai pela segunda vez

 

Ainda agora dizia que ia com Ele até ao fim, que não O queria abandonar e, agora, apetece-me sair a correr morro abaixo.

Não quero ver o meu Mestre cair nem mais uma vez! Não quero continuar a ver este sofrimento.
Quero ir-me embora e esquecer este dia, mesmo que, para isso, tenha de O esquecer também. Sim, nem que tenha de esquecer tudo o que vivemos, a forma como me fez renascer, a forma como o meu coração ardia enquanto anunciava o Reino!

Prefiro esquecer até o bom, se isso for necessário para não ver tudo isto!

Ui, o que estou eu a dizer? Não, vou com o meu Mestre até ao fim.

 

Estação VIII – Jesus fala às mulheres de Jerusalém

Jesus vira-se para nós e diz-nos para não chorarmos por Ele, mas por nós e pelos nossos filhos.

Sim, Ele foi dono da Sua própria Vida, ou melhor, escolheu o Dono para Si Mesmo: um Dono Justo e Bom, o Seu Pai. Sim, está a ser fiel até à morte ao Projecto do Pai, ao Projecto pelo qual se apaixonou. Fiel até à morte e morte de cruz! Podemos achar que o caminho O levou longe de mais, mas não, foi Ele mesmo que se fez Caminho, Verdade e Vida.
E nós? E os nossos filhos? Seremos capazes de decidir por nós, por optar pela Vontade do Pai, custe o que custar? Vivemos a vida ou é ela que nos vive a nós?

Devíamos chorar por nós, pelas nossas fragilidades. Sim, o tempo suficiente para nos pormos no nosso devido lugar! Depois, ala que se faz tarde. Os filhos de Deus não nasceram para estar prostrados, mas a caminho.



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Terça-feira, 26.03.13

Estação V – Jesus é ajudado pelo Cireneu a carregar a cruz

 

O meu coração alegra-se por haver alguém a ajudar o meu Mestre.

Depois, já nem sei se se alegra. Se o meu Mestre não aguentasse mais, podia terminar aqui o sofrimento. Antes dos pregos, antes da longa agonia…

Não arranjaram quem O ajudasse por Misericórdia. Eles sabem lá o que é Misericórdia, aquela Misericórdia que o meu Mestre pregava, como daquele Pai que saiu a correr a caminho do filho que se perdera na Vida…

Quem me dera que me deixassem ser eu a ajudá-lo a carregar a cruz. Poder servi-lo como sempre. Só que não posso. Nunca me deixariam aproximar!

Queria partilhar a Sua cruz, como partilhámos os momentos de vida. Se não posso, ao menos, vou manter-me aqui, bem perto.

Quando isto acabar, hei-de descobrir formas de servir o Projecto de Deus, que Ele anunciou e em que continuo a acreditar.

 

Estação VI – Verónica enxuga o rosto de Jesus

 

Uma de nós conseguiu chegar mais perto, conseguiu enxugar o rosto de Jesus.

Que este pequeno gesto possa servir para Lhe mostrar que ainda estamos aqui, que não o abandonámos, como tantos, bem mais fortes do que nós, que se dizem os mais próximos do Mestre! Bem, não é hora de julgamentos, que o Mestre, se me ouvisse, não ia gostar!

Só posso falar por mim: eu vou Contigo até ao fim, ainda que não possa fazer nada por Ti.



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Segunda-feira, 25.03.13

Estação III – Jesus cai pela primeira vez

 

Ele que nos quis de pé, está agora ajoelhado e todos escarnecem dele.

Quero ir lá, pô-lo de pé, mas empurram-me.

Por ser mulher, pelo menos, é só um empurrão. Ninguém acredita que eu possa fazer mais do que aproximar-me. Eu não poderia libertá-lo, dizem-me os seus olhares de desdém, por isso, nem chego a ser um perigo.

 

Estação IV – Jesus encontra Sua mãe

 

Eu estou com Maria. Não sei o que dói mais: a dor do meu Mestre, a dor da Sua Mãe ou a minha própria dor.

Não posso deixar de me admirar com a força de Maria. Que mãe é esta, que não se revolta com o Seu Filho, por não se ter desdito para se salvar, mas ama tanto a Vontade de Deus que acredita que ser Fiel é mais importante do que salvar a própria vida?

Eu bem vejo o seu sofrimento, mas também a sua determinação.

Só uma mulher assim podia ter dado à luz o meu Mestre.



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Domingo, 24.03.13

Ontem, faltou dizer que, durante a Via Sacra, fomos repetindo sempre a mesma música, como quem deixa que ela o toque e o molde:

 

Quem tiver ouvidos para ouvir

Ganhará olhos para ver.

A Palavra vem, Sua tenda nos alarga.

Haja Silêncio em nós.

 

Quanto às estações, começamos assim:

 

 

Estação I – Jesus é condenado à morte


Ouço Pilatos perguntar quem querem que lhes solte e penso que vão todos gritar que querem ver Jesus livre. Estou pronta a gritar a plenos pulmões, mas sou atordoada por um “Soltem Barrabás!”.

Que mundo é este em que Jesus, que nos libertou de tantos medos e angústias, que nos fez ficar de pé tantas vezes, é crucificado, porque a multidão prefere um criminoso à solta?

Apetece-me fugir, mas Ele ensinou-me a ser fiel. Não sei para o que me servirá ser fiel agora, se não o posso libertar, mas vou com Ele até ao fim.

Ele ensinou-me que a Fidelidade é um caminho. Não vou desistir, porque Ele nunca O faria. É por isso mesmo que está aqui agora…

 

Estação II – Colocam a cruz aos ombros de Jesus

 

Não quero ver! Não quero ver aquela cruz aos ombros do meu Mestre! Não quero ver vergado aquele que sempre se esforçou por nos pôr de pé. Até a nós, mulheres, habituadas a quase não sermos gente. Primeiro, propriedade de nossos pais. Depois, dos nossos maridos.

Para Jesus, filhas muito amadas do Seu e Nosso Pai.

Ele que nos quis de pé, a ser agora vergado pela cruz!



publicado por Micaela Madureira às 11:51 | link do post | comentar

Sábado, 23.03.13

À semelhança dos últimos anos, na Semana Santa que amanhã começa, vai ser partilhada aqui a Via Sacra que hoje fizemos.

 

Como preparação, hoje, fica aqui a Introdução.

 

 

 

Se os gestos da nossa Fé não tocarem a nossa carne como ferro em brasa, é porque deixamos de lhes prestar atenção, de os ver como sinais de uma realidade maior. É porque esquecemos que Jesus, a quem chamamos de Ressuscitado, continua a ser o mesmo que foi na História, que continua a pôr-nos em causa, a abalar-nos, a desafiar-nos. A nossa Fé não é morta, porque é Fé num Ressuscitado. Que comeu, dormiu, teve medo, chorou, sofreu e teve amigos, gente que partilhou com Ele a Vida e que sofreu com a Sua Morte sem triunfo e sem glória, com a Sua Morte cheia de sofrimento. Entre eles, mulheres, que o serviram desde a Galileia, que o acompanharam até ao Calvário, que depois o viram já transfigurado, já Ressuscitado.

Hoje, a nossa proposta é vivermos a nossa Via Sacra no lugar de uma dessas mulheres, com toda a força desse momento. Como se chamava? Não importa, podia ser qualquer um de nós, independentemente do género, da nacionalidade, da raça,… Qualquer um de nós, a quem estivessem prestes a matar simultaneamente um Amigo, um Líder e a pessoa mais especial que jamais conhecera. Hoje, queremos fazer a Via Sacra como alguém dividido entre a Amargura, a Raiva, a Impotência, o Desejo de Fidelidade e uma Força inexplicável que o faz PERMANECER.



publicado por Micaela Madureira às 22:26 | link do post | comentar

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