Sábado, 26.11.11

A "famosa" Fé desfeínada...

Dá-me sempre que pensar, quando alguém à minha beira pede um café descafeinado.

Acho uma invenção muito estranha!
Sabes o que é um café descafeinado, não sabes?
Sabe a café, cheira a café, parece café… mas já não tira o sono.

Arranjámos um modo de ficar na boca com o gosto do café, mas de maneira a que depois possamos dormir tranquilamente.
E quando penso no café descafeinado, lembro-me sempre que se meteu muito esta lógica no cristianismo dos últimos tempos...

Às vezes, parece que não há muito mais do que uma fé desfeinada...
Sabe a fé, cheira a fé, parece fé… mas já não muda nada, não nos transforma, nem transforma à nossa volta. Parece que lhe tiramos muitas vezes a força transformadora e recriadora de corações, como tirámos a cafeína ao café.

Parece que fizemos da Fé um suceder de rituais aprendidos, mas que já não nos põe em casa, não nos faz estar despertos para a Vida, não nos mantém acordados no acolhimento e anúncio da Palavra de Deus e das palavras dos outros.
Às vezes, sentamo-nos num banco de Igreja como numa mesa onde se toma um café descafeinado.
Bebemos a nossa dose, cumprimos o ritual, deixamos nas bordas do coração um travo leve de fé, mas de maneira a que não nos tire o sono, não nos estimule nem desinquiete, de maneira a que não nos possa dizer que temos de mudar!

Depois, costumamos levantar-nos e seguir o nosso caminho, como se nem sequer nos tivéssemos sentado…

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publicado por Hugo Pena às 18:40 | link do post | comentar

Terça-feira, 28.07.09

Deus marcou-me neste último Domingo. Fez-me acordar para o diálogo com Ele em moldes diferentes, numa oração curta mas recheada de novidade. Sussurou-me várias vezes para me dizer que contava comigo, que o nome do rapazito que ofereceu os cinco pães de cevada e os dois peixes podia ser o meu nome. Como me poderia negar a oferecer o que tenho? Há muita fome para saciar e não posso fechar os olhos a isso, não posso guardar o que tenho. Despertei e fiquei alerta. Claro que um pai conta com o seu filho para o ajudar. Claro que a melhor pessoa a quem um filho pode confiar os seus dons é o seu pai. E quando se tem um Pai que é Amor, "isto promete!".

 

Como já é costume na minha relação com Ele, nada se restringe a pequenos momentos, por isso, aquela oração matinal teve consequência. Primeiro, na Eucaristia:

 

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Efésios.

 

Irmãos: Eu, prisioneiro pela causa do Senhor, recomendo-vos que vos comporteis segundo a maneira de viver a que fostes chamados: procedei com toda a humildade, mansidão e paciência; suportai-vos uns aos outros com caridade; empenhai-vos em manter a unidade de espírito pelo vínculo da paz. Há um só Corpo e um só Espírito, como há uma só esperança na vida a que fostes chamados. Há um só Senhor, uma só fé, um só Baptismo. Há um só Deus e Pai de todos, que está acima de todos, actua em todos e em todos Se encontra.

 

Num ambiente alegre e rodeado de algumas centenas de pessoas, parei ao ouvir esta leitura. Não eram as melhores circunstâncias para o fazer nem o fiz por muito tempo, mas fi-lo involuntariamente. Porquê? Pelo constante apelo à união suportada no Amor, apercebi-me mais tarde. E de que forma foi este apelo uma consequência da oração da manhã? Depois de acolher toda a novidade, tornou-se óbvio para mim: há algo que eu posso fazer para viver mais unido aos que me rodeiam. Para ser suporte e me suportar neles. Ao colocar os meus dons nas mãos do nosso Abba - como o rapazito que ofereceu a Jesus Cristo os pães e os peixes -, estarei a torná-los instrumento de Amor, porque, como diz a Leitura, Ele "actua em todos e em todos Se encontra". Assim, a minha união com os que amo será mais forte se eu for capaz de estar ao serviço mais vezes e durante mais tempo.

 

Se Deus conta comigo para dar nome ao rapazito e me convida para uma missão tão grande como esta, tenho que avançar. Vou cheio de confiança porque Ele vem comigo, mas também carrego a responsabilidade de aumentar e prolongar as consequências daquela manhã de Domingo em que o Amor me revitalizou. A primeira foi a Eucaristia, a próxima terá de passar por mim e por ti. Por nós.



publicado por José Oliveira às 03:58 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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