Domingo, 23 de Fevereiro de 2014

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Ouvistes que foi dito aos antigos: ‘Olho por olho e dente por dente’. Eu, porém, digo-vos: Não resistais ao homem mau. Mas se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a esquerda. Se alguém quiser levar-te ao tribunal, para ficar com a tua túnica, deixa-lhe também o manto. Se alguém te obrigar a acompanhá-lo durante uma milha, acompanha-o durante duas. Dá a quem te pedir e não voltes as costas a quem te pede emprestado. Ouvistes que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo’. Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem, para serdes filhos do vosso Pai que está nos Céus; pois Ele faz nascer o sol sobre bons e maus e chover sobre justos e injustos. Se amardes aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem a mesma coisa os publicanos? E se saudardes apenas os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não o fazem também os pagãos? Portanto, sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito».

 

Mt 5, 38-48

A Boa Nova, o Evangelho, que o Filho de Deus nos revelou, é o ponto mais alto aonde a palavra de Deus guiou os homens. Tudo o que antes dessa Boa Nova foi dito encaminhava-se para a revelação que o Evangelho do Senhor Jesus nos manifestou. Se o Antigo Testamento nos ensinava a amar os amigos, o Novo Testamento vai mais longe e ensina-nos a amar até os inimigos. É assim que se ama como Ele nos amou; e será ao reconhecerem o amor de Deus no nosso coração que os outros serão levados a amá-l’O também.

 

 

Pai, hoje quero contar-Te um segredo...

 

Eu sou muito medricas sabes? Costumo ser muito avessa à mudança e então ao inesperado nem se fala!

 

Mas Tu tens tratado de fazer das Tuas e ultimamente sinto-me constantemente chamada a ir mais longe, a superar expectativas e desafios, por muito que às vezes custe a perceber que é disso que se trata...

 

E hoje quero Agradecer-Te por isso! Por me desafiares constantemente, por me pores à prova e por me pores em causa. Obrigado também porque só me lanças estes desafios porque sabes que não estou sozinha, porque sabes que a minha Vida é feita de gente muito Bonita!

 

Obrigado por me dares a volta, por pores o mundo às avessas e no final de contas me conseguires mostrar que assim é que faz sentido, na perspetiva do Amor que tudo pode e tudo transforma.

 

Obrigado por todos os cliques que ainda Te atreves a fazer na minha Vida!



publicado por Ana Montenegro às 13:07 | link do post | comentar

Sábado, 22 de Fevereiro de 2014

Na semana passada, depois de guardarmos mais umas quantas moedinhas num porquinho, foi tempo de voltarmos a saborear Deus como Pai especial.

 

Na eucaristia, o 2.º volume tinha celebrado a Festa do Pai Nosso.

 

Como depois não tiveram catequese, o catequista deles, o Rui, foi realocado, juntamente com a sala do 2.º volume. Ficou connosco e pudemos juntos continuar a celebrar essa maravilha que é Deus ser nosso Pai e não ser um Pai qualquer.

 

Primeiro, estivemos a relembrar a história do Pai que tinha dois filhos muito diferentes. Redescobrimos que o Pai amava ambos, estava pronto a acolher cada um deles, como único e amado. É assim que Deus nos ama!

 

Depois, voltámos a saborear que amar assim é um convite a todos. Os pais da história da semana anterior amavam assim. Não amavam mais a filha que partiu, nem a que ficou. Amavam ambas, por isso, às duas queriam dar o melhor de si, dar a cada uma aquilo que naquele momento era preciso. Quando nos magoamos e magoamos os outros, é quando mais precisamos que nos mostrem o amor que nos têm, que somos especiais.

 

Como estávamos na sala do 2.º volume, apreciámos o desenho que, na semana anterior, o 1.º e o 3.º volume tinham feito para oferecer ao 2.º

 

 

 

Um desenho com um globo, rodeado por pessoas, algumas de cabeça para baixo. Sim, porque à volta de todo o mundo, somos família, mesmo quando não estamos na posição normal.

 

Até descobrimos que, porque somos família, na eucaristia, há uma altura em que pedimos a todos para se juntarem à nossa oração dizendo: "Oremos, irmãos."

 

Por fim, que mais havia a fazer se não agradecer por termos uma família tão grande e um Pai tão bom?



publicado por Micaela Madureira às 15:21 | link do post | comentar

Quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2014


publicado por Micaela Madureira às 22:48 | link do post | comentar

 

Depois de termos escutado a história de vida de Santo Afonso, chegou a hora de descobrirmos um pouco mais sobre a Congregação que ele fundou e como é que esta chegou até aos dias de hoje.

Nesta catequese conjunta tentaremos responder a algumas perguntas:

"Como surgiu a Congregação do Santíssimo Redentor?"
"Quais os pilares da Congregação?"
"O que distingue um Redentorista?"

.. Entre muitas outras..

Contamos convosco !!

 

 



publicado por Ana Montenegro às 16:49 | link do post | comentar

Sábado, 15 de Fevereiro de 2014

Hoje, foi dia de mais uma entrega na Chikigentil.

 

Querem saber como foi?

 

 

 

 

 

Aquilo que não nos faz falta pode tornar-se útil.



publicado por Micaela Madureira às 19:23 | link do post | comentar

Quarta-feira, 12 de Fevereiro de 2014

No passado Domingo, o primeiro volume ficou com o terceiro. Por isso, começamos com a tradição semanal do terceiro volume: ir à sala do 10.º volume encher os porquinhos que lá têm ficado guardados.

 

Gosto sempre de ver que as moedas levadas por um são metidas nos porquinhos por todos. Também não importa em que porquinho, porque todos são para encher. 

 

Depois, fomos para a sala do terceiro volume, ouvir uma história looonga... Atenção que não fui eu que escrevi, foi directamente retirada do blog Derrotar Montanhas  e podem encontrá-la aqui.

 

Antes de a ler, avisei os miúdos que a história lhes ia lembrar uma que já conheciam. Quando chegamos ao fim, eles disseram que parecia a história de um pai a quem o filho mais novo pediu dinheiro, que gastou até ao fim, até não sobrar mais nada e ter de ir guardar porcos. Nessa altura, passou muito mal, nem o deixavam comer a comida dos porcos. Então, quis voltar para casa do pai, para ser seu empregado. Só que o pai, que sempre tinha estado à sua espera, quando o viu aproximar-se, lançou-se a correr até ele e recebeu-o com uma grande festa. O filho mais velho não gostou, mas o pai explicou-lhe que festejava o regresso do filho que tinha estado perdido, porque ao pai e ao filho mais velho nunca nada os separara.

 

Será que esse pai gostava mais do filho mais novo?

Será que os pais da Raquel gostavam mais dela?

 

A resposta dos miúdos foi clara: não! Apenas quiseram receber o filho que lhes tinha feito falta. Se tivesse sido o outro filho a voltar, faziam na mesma festa. Assim como quando, notando a ausência na festa dos filhos, foram logo tentar que se juntassem à sua alegria.

 

O pai da história que Jesus contou representa Deus e ele quer-nos todos junto a Ele, porque gosta de todos nós. É Pai de todos.

Os pais da Raquel também queriam as duas filhas com eles e felizes, porque todos os pais estão chamados a ser ao jeito de Deus, nosso Pai.

 

Sim, nosso Pai. Não é só meu Pai, nem é só teu Pai. É Pai de todos. 

 

Como é isso que o 2.º volume vai celebrar no próximo Domingo, não quisemos ficar fora da festa deles. Por isso, pegamos numa folha, em lápis e canetas e, todos juntos, o 1.º e o 3.º volume desenharam um mundo rodeado por pessoas, para simbolizar a grande família que somos juntamente com todas as pessoas do mundo.

 

Entregue o desenho, voltámos para a sala, para orarmos assim:

 

  • Obrigado, porque nos amas muito.
  • Obrigado, porque gostas de todos os teus filhos.
  • Obrigado, porque recebes todos os teus filhos com um abraço.
  • Obrigado, pelo dia de hoje.
  • Obrigado, pela vida.
  • Obrigado, pelos meus pais que me amam.
  • Obrigado, porque podemos deixar sempre a vida má e voltar para vida do Amor.
  • Obrigado, porque és Amor.

 

Hoje, Bom Deus, eu te dou graças por estes pequeninos, por me anunciarem com a sua simplicidade o que é isto de nos irmos fazendo irmãos uns dos outros.

 

 

 

 



publicado por Micaela Madureira às 21:41 | link do post | comentar

Sábado, 8 de Fevereiro de 2014

A Vida com Letra Grande...

A Originalidade Humana...

Nascemos talhados para o encontro e a comunhão. Eis a razão pela qual a plenitude da pessoa não está em si, mas na comunhão com os outros. O ser humano está a realizar-se em duas dimensões: a exterior ou eu individual e a interior que é o eu pessoal-espiritual. A nossa interioridade espiritual emerge no íntimo do ser individual como o pintainho dentro do ovo.

Virá um dia em que a casca do ovo vai rebentar e o pintainho nasce para a comunhão universal. A morte é este rebentamento da casca do ovo, condição para que o pintainho possa atingir a sua plenitude na Comunhão Universal do Reino de Deus. Nesta comunhão cada pessoa é um ponto de encontro que nos ajuda a entrar em comunhão com a Humanidade e a Divindade. É como um “hiperligação” através do qual podemos conectar com Deus e o Homem. A maneira correcta de abrir este “hiperligação” é abeirar-nos dele com respeito pela sua dignidade de pessoa humana e venerando nele a sua condição de filho amado de Deus. O drama está quando o “hiperligação” se enrosca sobre si mesmo. Neste caso, deixa de ser uma mediação para, através dele, encontrarmos Deus e o Homem.

Nascemos para renascer. Na verdade, o ser humano emerge como pessoa capaz de encontro e comunhão. À medida que emerge, a pessoa converge para a comunhão universal do Reino de Deus. A nossa interioridade pessoal emerge chamada à comunhão e com a densidade da vida eterna. Na verdade, a plenitude humana não acontece nas pessoas isoladas, mas na comunhão orgânica da Humanidade. Eis a razão pela qual só existe uma Humanidade, apesar de serem biliões as pessoas que a constituem. Do mesmo modo, Deus é apenas um, apesar de ser uma comunhão de três pessoas. Reduzida a si e separada da dinâmica da comunhão, a pessoa está estado de perdição. Isto quer dizer que apenas em contexto de relações as pessoas se possuem e encontram a sua plena identidade. Reduzida a si e privada da comunhão, a pessoa fica em estado de inferno.

Vencendo a Lei da Morte...

Seremos tanto mais pessoas realizadas quanto mais os outros tiverem lugar no nosso coração. Na verdade, a pessoa tem a capacidade de eleger os outros como irmãos, para lá dos laços da carne e do sangue. O Espírito Santo é a ternura maternal que anima as relações familiares entre Deus e o Homem. Foi esta a razão pela qual o Filho de Deus encarnou pelo Espírito Santo, a fim de sermos incorporados na Família Divina. É verdade que as pessoas humanas não são iguais às divinas em densidade espiritual e capacidade de interacção amorosa, mas são-lhe proporcionais. É por esta razão que pode acontecer comunhão entre o melhor de Deus e o melhor do Homem.

A nossa identidade pessoal é histórica. Não nascemos feitos ou acabados. O nosso ser exterior mede-se por quilos, densidade das nossas emoções e afectos. Por outras palavras, o homem exterior mede-se pelo ter. O interior, como é espiritual, mede-se pela capacidade de amar e comungar. Na verdade, a pessoa não vale pelo que tem mas pelo que é. A nossa identidade definitiva é espiritual e eterna. A nossa identidade exterior é genética (ADN) e acaba no cemitério. A nossa identidade interior é espiritual é espiritual e consiste no nosso jeito de amar. De facto, dançaremos eternamente o ritmo do amor com o jeito que tenhamos adquirido na história. Com efeito, nascemos para emergir como pessoas livres, conscientes, responsáveis e capazes de amar.

A plenitude da Humanidade acontece mediante a assunção na comunhão divina da Santíssima Trindade. Apenas a nossa interioridade pessoal, por ser espiritual, pertence à esfera da transcendência. Isto quer dizer que o sentido mais profundo da existência humana não é apenas prolongar a vida mortal, mas construir a vida imortal. Dos pais recebemos a vida exterior, isto é, o nível biológico e psíquico do nosso ser.

Por isso temos de renascer de novo pelo Espírito Santo, diz o evangelho de São João, a fim de tomarmos parte na plenitude de Deus (Jo 3, 3-6). Na medida em que a nossa interioridade espiritual emerge, passamos a pertencer à galáxia da vida personificada, cujo coração é a comunhão familiar da Santíssima Trindade. O nosso ser exterior acaba no silêncio da solidão cósmica, tal como as plantas ou animais após a morte. O nosso ser interior, pelo contrário, está chamado à plenitude amorosa da Comunhão Universal. É neste núcleo pessoal e espiritual que habita o Espírito Santo como num Templo, diz São Paulo. A Carta aos Romanos diz que o Espírito Santo é o amor de Deus derramado nos nossos corações (Rm 5, 5).

Construir a Vida com Sentido...

O animal gosta de brincar, mas não é capaz de celebrar, nem tem sentidos para viver. A pessoa humana, pelo contrário, precisa de sentidos para viver e se construir. Por estar a estruturar-se como ser histórico, a pessoa tem a capacidade de associar o passado com o presente e este com planos e sonhos de futuro. Como ser em construção, a pessoa sente-se a caminho de uma meta que se confirma em cada realização que vai concretizando. Por não ser uma pessoa em construção, o animal não tem esta consciência existencial, nem sente um apelo a actuar de acordo com uma série de valores.

Os valores são inscritos na consciência humana em forma de apelos ou convites a agir de modo a que a pessoa se edifique como ser consciente, livre, responsável e capaz de amar. Como precisa de sentidos para viver, a pessoa põe-se constantemente interrogações e porquês, sobretudo nos momentos mais sérios da vida. Quando uma pessoa perde os sentidos básicos da vida, deixa de ter razões para viver. O animal não se põe o sentido da vida como não tem consciência da sua morte.

A questão de Deus pôs-se de maneira irreversível à consciência humana. Na verdade, a consciência universal da Humanidade evoluiu no sentido de se colocar de modo irreversível a questão religiosa. Isto significa que o Homem, no seu todo, intuiu que não estamos a edificar para a morte. À luz da fé cristã, Jesus Cristo trouxe a grande resposta a estas interrogações básicas do Homem. A sua Ressurreição demonstrou aos homens que a morte não é o ponto final da vida e que os seres humanos não estão a caminhar para o vazio da morte. Isto quer dizer que os seres humanos, ao darem o salto de qualidade para a vida pessoal, atingindo as condições para serem assumidos na Família de Deus.
Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias


publicado por Ana Montenegro às 23:41 | link do post | comentar

Sexta-feira, 7 de Fevereiro de 2014

"Afonso, o advogado, é apóstolo em sua casa. No processo de sua canonização, o Pe. Tannoia assinalará como o jovem Afonso converteu seu escravo muçulmano. Ele o converteu sem fazer proselitismo. Sem nada pedir-lhe. Simplesmente por "aquilo que é", por sua maneira de viver: seu escravo, Abdhalla, não dará outra explicação para sua conversão, a não ser esta: "Quero ser cristão por causa de meu senhor; certamente é verdadeira a religião que o faz viver com tanta virtude, piedade e bondade para comigo"

 

Retirado de "Orar 15 dias com Santo Afonso", de Jean-Marie Ségalen, que cita "Afondo de Ligório, uma opção pelos abandonados" de T. Rey-Mermet



publicado por Micaela Madureira às 22:14 | link do post | comentar

Quinta-feira, 6 de Fevereiro de 2014

Há duas semanas, tinha ficado prometido que, em breve, íamos falar de uma história chamada "Filho pródigo":

 

Foi o que fizemos hoje. Primeiro, começamos por ficar a saber que "pródigo" significa "aquele que gasta muito", porque na história que há um filho que gasta tudo o que o pai lhe deu. Também há quem diga que é a "História dos dois irmãos", porque nela há dois irmãos muito diferentes.

 

Nós que título lhe demos? Continuem a ler até ao fim e logo saberão ;)

 

A história que ouvimos contar foi assim:

 

"Um senhor muito bondoso tinha dois filhos. O mais velho trabalhou sempre nas terras do seu pai e jamais lhe desobedeceu, mas o mais novo, certo dia, pediu ao Pai dinheiro e partiu.

Enquanto o seu dinheiro durou, foi gastando, gastando, gastando, até que, quando já não sobrava nada, teve de ir guardar porcos. Andava cheio de fome, mas nem o deixavam comer a comida dos porcos. Até aqueles bichos que eram tão mal vistos pelos judeus, aqueles animais que ninguém comia, eram considerados superiores a ele. Como estava triste! Pensar que tudo aquilo era culpa dele! Aos empregados do pai nunca lhes faltava o que comer, mas ele, que podia ter tudo, porque não tinha sabido agradecer tudo o que o Pai lhe dava, não só comida, roupa e casa, mas sobretudo, carinho, estava ali, naquela situação...

De repente, levantou-se, sacudiu a poeira, como se quisesse sacudir também as asneiras que tinha feito e a tristeza do seu coração, e seguiu rumo a casa do Pai, ia pedir-lhe que o perdoasse, não que lhe devolvesse o seu estatuto de filho, mas que o deixasse ser seu empregado. Durante todo o caminho de regresso a casa, pensou que lhe pediria perdão por o ter magoado e por ter deixado Deus triste, que lhe pediria muito que o deixasse ser seu empregado, uma vez que já não merecia ser chamado seu filho.

Contudo, não teve tempo de dizer que estava muito arrependido, porque o seu Pai, como o tinha feito durante todo aquele tempo, estava a tentar ver voltar aquele filho, cheio de esperança de que, um dia, ele acabaria por voltar. Mal o viu lá longe no caminho, saiu a correr e ainda não tinha dado tempo ao filho de dizer palavra, já o apertava contra si num abraço, mostrando-lhe um carinho sem fim, o que ainda deixava o filho mais arrependido. O Pai amava-o infinitamente e ele desgostara-o tanto!

O Pai chamou os empregados, mandou trazer-lhe um anel, uma túnica e preparar uma grande festa. Nunca aquela casa vira tanta alegria!

Quando começou a escurecer, o irmão mais velho chegou, vinha cansado de trabalhar nas terras do seu Pai e ficou muito surpreendido quando ouviu o barulho da festa. Por isso, chamou um dos empregados e perguntou-lhe o que se estava a passar. Quando ficou a saber que toda aquela animação era por causa do regresso do seu irmão, que tanto tinha feito sofrer o Pai, quando o abandonara, ficou furioso. Como podia o Pai, que nunca lhe fizera uma festa com os amigos, festejar tanto o regresso de um filho tão mau como aquele?

O Pai, vendo que ele nunca mais entrava, veio falar com ele. Encontrou um rapaz muito triste e cheio de raiva, que não percebia que o Pai tivesse uma atitude de tão grande Amor e Perdão. Achava que se o Pai tinha uma festa a fazer era para ele.

O Pai bem lhe tentou explicar que aquele filho era como se tivesse estado morto, afastado de todos os que o amavam, até de Deus. Tentou fazer-lhe perceber que a ele, que sempre tinha estado com ele, não havia necessidade de fazer uma festa, o simples facto de estarem juntos era motivo de alegria. Além disso, o seu irmão que agora regressava vinha muito triste, machucado, marcado pelo mal que fizera e que transportava às costas. Magoar os outros não deixa marcas só neles, também nos magoa muito a nós mesmos, quando nos apercebemos de que estávamos errados. Para remover as marcas, só há um remédio: o Amor.

O filho mais velho é que não se deixava convencer. Ainda não tinha percebido que se deve perdoar sempre e que o Amor que damos aos outros não depende de serem sempre bons e fazerem-nos sempre felizes.

Foi Jesus quem primeiro contou esta história.

Com ela, Jesus quis mostrar-nos como é o jeito de amar de um Pai bondoso. O Pai mais bondoso de todos é o Pai de Jesus e nosso Pai, a quem chamamos Deus Pai.

O Seu Amor não é só para quando nos portamos bem, nem é mais para os que se portam bem do que para os que se portam mal. Deus ama cada filho do jeitinho que ele é.

Tanto nos ama quando resolvemos fugir dele, como o filho mais novo ou a ovelha perdida, como nos ama quando nos pomos em bicos de pés e nos achamos os melhores como o filho mais velho. Apesar de não gostar que façamos dessas asneiras, não deixa de nos amar por isso. Não deixa de nos amar nem por um bocadinho! Não há nada que possamos fazer com que Deus deixe de nos amar, está sempre pronto a perdoar-nos."

 

Depois disto, fica a pergunta: será que nós também podemos aprender a amar assim?

 

Logo a seguir, tivemos visitas. Os meninos do 2.º volume vieram festejar connosco o aniversário da Filipa. Festejar em conjunto, como fazem os irmãos.

 

Após esta lição prática de partilha, os meninos do 1.º volume também puseram em comum o que tinham de melhor: contaram a história que tinham ouvido.

O que é que ainda faltava? Arranjar um título. Será que ficava bem dizer que era a história do filho gastador? Ou que era a história do irmão mais velho invejoso? Ou que era a história dos dois irmãos muito diferentes? 

 

Após discutirmos um pouquinho, achamos que é a história do Pai especial. É que todos os filhos, às vezes, se afastam do caminho certo, quer porque gastam a vida no que não vale a pena, quer porque se acham os melhores do mundo. Nós também fazemos assim. É isso o que mais importa?

 

Não! O que mais importa é que Deus nos ama a todos, para lá de todas as nossas falhas e acertos.

 

Muito em breve, o 2.º volume vai ter a Festa do Pai Nosso. É uma Festa que existe porque eles merecem? Não! É uma festa que fazemos porque sabemos que temos um Pai que nos ama a todos muito e isso é algo que sentimos que é motivo para festa. Porque somos muito amados por Deus, sentimos, depois, que temos de amar os outros, os nossos irmãos. É o Pai que nos ama primeiro. Nós só tentamos responder a esse amor.

 

Depois disto, fizemos oração, em que agradecemos por um Deus Pai que nos ama muito, pela vida Filipa e pela possibilidade permanente de recomeço.

 

 

 

 



publicado por Micaela Madureira às 21:53 | link do post | comentar

Domingo, 2 de Fevereiro de 2014



publicado por Micaela Madureira às 21:12 | link do post | comentar

Sábado, 1 de Fevereiro de 2014

A semana passada, a nossa catequese foi juntamente com o 2.º volume e foi cheia de diversão.

 

Começamos por recordar que histórias já tinhamos ouvido contar na catequese: Zaqueu, Ovelha Perdida, David, Nascimento de Jesus, Visita dos pastores e dos Reis Magos, Baptismo de Jesus por João, Pescadores de Homens.

 

Depois, à vez, cada menino via uma imagem (tiradas quase todas dos maravilhosos Dibujos de Fano) e ia respondendo às perguntas dos restantes, até eles acertarem no que estava representado:

  • Há animais na imagem?
  • Está alguém pequenino?
  • Tem mar?
  • Jesus já tinha nascido?
  • A mãe de Jesus está com Ele?
  • E mais umas quantas

Às vezes, demorámos mais a chegar à resposta e outras menos, mas chegámos sempre lá :D

 

Por fim, fizemos oração, para agradecermos pelas histórias do Amor de Deus que vamos descobrindo, pela catequese divertida e por termos voltado a ter os dois grupos mais novos juntos. Ao longo de catequese, houve quem notasse que já não estávamos juntos há muito tempo. É bom irmos criando laços, neste nosso ano de acolhimento.

 



publicado por Micaela Madureira às 19:57 | link do post | comentar

Nas últimas semanas, andei a correr mais um bocadinho do que o costume e não tive tempo de vos contar as novidades do primeiro volume, mas cá estou eu para vos pôr a par de tudo.

 

Há duas semanas, tivemos duas visitas especiais: a Mafalda e a Filipa, do 10.º volume. Para além de contarem aos mais pequeninos que também elas andam a descobrir Jesus desde que eram pequeninas, no mesmo Centro em que eles agora andam, também nos contaram umas histórias.

 

Havia 3 balões cheios de ar e cada um com um papelzinho lá dentro. Em cada papel, estava o nome de uma história.

 

Logo que rebentamos o primeiro, descobrimos um título que já conhecíamos. A história chamava-se "A ovelha perdida" e a Vânia já a tinha contado aos meninos do primeiro volume. Por isso, já todos sabíamos que Jesus nos contou que um Pastor bom gosta de todas as suas ovelhas, mesmo que sejam muitas. Assim, mesmo que tenha 100 ovelhas, se lhe faltar uma, põe as outras 99 em segurança e vai à procura daquela que se perdeu. Quando a encontra, fica feliz, feliz, feliz e faz uma festa.

 

Depois, rebentamos o segundo balão e descobrimos um título estranho. Dizia "Pescadores de homens". A Filipa e a Mafalda explicaram-nos que não era para andarmos aí a atirar redes, nem canas de pesca em cima das pessoas, para as agarramos. O que interessa é ficarmos presos pelos corações, aprendermos a amar ao jeito de Jesus. Além disso, ficamos a saber que todos estamos chamados a ser pescadores de homens.

 

Rebentamos ainda o terceiro balão e descobrimos mais um título estranho. Dizia "O filho pródigo". Que história será essa? O primeiro volume ainda não ficou a saber, porque já não havia tempo, mas eu prometi-lhes que, em breve, lhes contava.

 

Por fim, depois de um tempo para fazer um desenho, fizemos oração e agradecemos pelas visitas recebidas, pelo carinho que recebemos e por estarmos chamados a dar amor a toda a gente.



publicado por Micaela Madureira às 19:38 | link do post | comentar

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